
Nas redações online adotou-se apenas a produção de notícias, ou, como se diz na linguagem jornalística, o “empacotamento” da notícia. Deixando assim de ser um item de exercício do jornalismo, a produção de reportagens.Na maioria das vezes, o material é produzido por alguma agência de notícia conveniada, alguns parágrafos são transformados em outras matérias que são utilizadas como link correlato podendo-se adicionar fatos ou vídeos. As funções de editor e de empacotador se misturam, uma vez que a função do empacotador é traduzir uma matéria para a linguagem aceita na web.É uma espécie de ressurgimento da função de copydesk, cargo comum nos jornais de antigamente. O jornalista da internet não deixa de ser um copydesk, pois trabalha em cima do texto alheio.
O tempo virtual na vida de um jornalista digital pode assumir roupagens reais. Para isso, é necessário fazer exercícios, andar a pé, observar a poluição visual, enfim, olhar sem máscaras o que a rua lhe apresenta. Produzir uma notícia para a internet requer um alto grau de conhecimento das mídias envolvidas bem maior do que para um veiculo impresso. Um jornal virtual é a expressão máxima da realidade, está sempre em movimento, é a cores, tem imagens e ainda é global e instantâneo.A web introduziu aos jornalistas novas formas de escrever.
Assim, se o leitor está acessando as notícias on-line é porque ele se interessa mais por matérias relacionadas a internet, do que leitores de jornais ou espectadores de TV.
Danielle Honorato Kozuka
Comentário do trecho “A produção de notícias” do livro Jornalismo Digital de Pollyana Ferrari
Tags: comentário, produção, texto
Abril 3, 2008 às 2:00 am |
É isso mesmo Dani, concordo com vc!
O foco sempre será o leitor – consumidor final.
Beijos,
Paula